Ciclo de Debates de Jornalismo discute atuação de jornalistas com outras áreas do mercado

A 14ª edição do Ciclo de Debates, (semana acadêmica do curso de Jornalismo do UniBrasil Centro Universitário), teve início na última segunda-feira, dia 25 de setembro. Organizada pelos alunos do oitavo período, a programação começou com a mesa de debates “Fronteiras do Jornalismo com outras áreas da comunicação”. O tema foi discutido com a presença dos palestrantes Lucian Woytovicz, coordenador de mídias sociais na agência publicitária Candy Shop; Viviane Favretto, jornalista atuante na comunicação da Prefeitura de Curitiba; e Marcelo Dias Lopes, diretor de conteúdo na RPC TV.

A palestra surgiu para discutir a atuação dos profissionais de jornalismo em outras áreas do mercado de trabalho, como na publicidade, no marketing e nas mídias sociais. Para Marcelo Dias Lopes, o segredo para ter sucesso em qualquer área da comunicação é conhecer o público-alvo. “O melhor caminho é saber com quem você está falando e qual meio está utilizando para isso. Isso tudo define a forma como você deve se comunicar com o seu público. Na TV, por exemplo, a gente investe muito em pesquisa, em saber quem é o público de determinado programa em determinado horário para sabermos com quem estamos falando”, explicou.

Para Viviane Favretto é importante experimentar diversos formatos na área de comunicação. “Alguns são mais eficientes que outros. É uma questão de descoberta. A gente vai experimentando e mudando”, afirma.

Lucian Woytovicz reforçou o conselho dos colegas na mesa. “Você adapta a sua linguagem ao meio e ao público que você pretende atingir. É na base da tentativa e erro, até acertar em uma vertente que se mostra mais eficaz para atingir o público-alvo. O desafio é justamente entender com quem você está falando e por qual meio. Isso ajuda você a adequar a sua mensagem ao canal que está utilizando para transmiti-la”, conta.

Independente da área em que o estudante de jornalismo deseja se destacar no mercado de trabalho, o aconselho dos palestrantes é manter boas relações e abastecer a bagagem cultural. “Não adianta você ter um conhecimento acadêmico gigantesco se você não tem uma bagagem cultural para aplicar no seu trabalho. A gente tem que ter muita dúvida, porque é tendo dúvida que você consegue gerar curiosidade nas pessoas. Essa curiosidade se torna interesse e, o interesse, engajamento”, explica Lucian.

“Você tem que ter boas relações para se desenvolver no mercado. Ser uma pessoa do bem proporciona resultados positivos no futuro”, afirma Viviane. Dias Lopes concorda: “Conhecimento, cultura e bom senso são fundamentais para se destacar. Principalmente numa época onde todo mundo se impõe em redes sociais”.

 

Texto: Carol Bispo e Luannah Marrocos / Alunas de Redação Jornalística II.

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