Homenageada da Comunidade Acadêmica: Leda de Oliveira Pinho

leda5-comunidade-academicaNo UniBrasil Centro Universitário já se tornou tradição celebrar o mês da Mulher, comemorado em março. Todo ano a Instituição realiza o projeto Mulheres Paranaenses, com o objetivo de homenagear mulheres destacadas por suas atividades em vários setores. Em 2017 o evento ocorrerá no dia 15 de março, às 19 horas no auditório Cordeiro Clève

Cada Escola faz uma indicação de homenageada externa à instituição, dentro de sua área de conhecimento. A comunidade interna também indica mulheres pertencentes ao UniBrasil, dentre professoras, alunas e funcionárias.  

Isso acontece porque a importância das mulheres, não apenas no processo educacional mas também no desenvolvimento brasileiro, em particular do Paraná, não pode deixar de ser lembrada pela comunidade acadêmica; desde as professoras primárias quando esta era uma das poucas profissões que mulheres podiam desempenhar “fora do lar” e na qual tiveram e têm papel fundamental, até os dias de hoje, em que mulheres são maioria nos corpos discentes e docentes de grande parte das instituições de ensino de todos os níveis e têm ocupado posições de destaque nos setores públicos e privados,  de serviços, empresarial, artísticos e outros.

Embora em passos muito lentos, caminhamos, graças ao trabalho de muitas pessoas dedicadas, para a inevitável igualdade de direitos de mulheres e homens.

LEDA DE OLIVEIRA PINHO

A homenageada da Comunidade Acadêmica é advogada, mestre em Direito Civil, especialista em Direito Administrativo, Gerência Econômica e Financeira e Política Fiscal, também é Bacharel em Ciências Econômicas.

Aprovada em concurso para Fiscal e Tributos Federais, começou a carreira na Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa e como professora de Economia na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mas a necessidade de estudar a prática jurídica na atividade fiscal a impulsionou a prestar vestibular de Direito.

Apaixonada pela área, já a partir do segundo ano de graduação passou a direcionar seu estudo para o concurso ao cargo de Juiz Federal; e em 1993, transferida para Curitiba passou a ocupar o cargo de delegado na Delegacia da Receita Federal.

Preparou-se para o concurso de Juiz Federal, usando todo o tempo livre, realizou pesquisas intensas na Biblioteca da Universidade Federal do Paraná (UFPR), contou com a cooperação importante de seus filhos adolescentes. Tomou posse como Juíza Federal pouco mais de um ano depois de formada.

Lotada em Maringá, permaneceu na cidade até a aposentadoria, tendo voltado a Curitiba por dois anos para compor a turma recursal.

Segundo Leda, a magistratura federal foi a mais realizadora experiência profissional que viveu, sempre teve clareza de que sua missão de vida era servir à coletividade e na competência da Justiça Federal, identificou matérias trazidas ao juízo que impactam a vida de pessoas, como, por exemplo, os mutirões do Sistema Financeiro da Habitação, os planos econômicos, as questões previdenciárias e relativas à saúde.

A carreira de magistério seguiu, mas agora na área do Direito. O Direito Tributário foi o ponto de partida mais natural, seguido do Direito Constitucional. Por este vieram as primeiras leituras sobre as ações afirmativas e daí para as teorias feministas; desse ponto em diante direcionou sua preparação de mestrado à questão de gênero e ainda hoje segue pesquisando o assunto.

Leda deixa a seguinte mensagem aos universitários e, principalmente às universitárias: “Os grandes sonhos começam a se concretizar com um pequeno passo, como estudar com afinco e foco já na graduação. Criamos hoje o amanhã e poderemos transmudar as dificuldades em oportunidades de crescimento, aceitar novas responsabilidades e desafios, fazer o nosso melhor, inspirar e apoiar outras mulheres a fazer o mesmo. Agradeço imensamente a homenagem do UniBrasil Centro Universitário. É uma grande honra e emoção para mim, meus familiares e amigos, ter meu nome escolhido por esta Comunidade Acadêmica. São iniciativas como essas que nos estimulam e inspiram a prosseguir com aquela inquietação e espanto juvenis que impulsionam as pesquisas científicas, mesmo quando já brancos os cabelos. Iguais, somos mais e melhores. Daí a importância da investigação, diagnóstico e comunicação das questões de gênero: é possível para todas e será bom para todos”.

Texto: Wanda Camargo

 

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