Homenageada da Escola de Comunicação: Elisabete França

elisabeteNo UniBrasil Centro Universitário já se tornou tradição celebrar o Mês da Mulher, comemorado em março. Todo ano a Instituição realiza o projeto Mulheres Paranaenses, com o objetivo de homenagear mulheres destacadas por suas atividades em vários setores. Em 2017 o evento ocorrerá no dia 15 de março, às 19 horas no Auditório Cordeiro Clève.

Cada Escola faz uma indicação de homenageada externa à instituição, dentro de sua área de conhecimento. A comunidade interna também indica mulheres pertencentes ao UniBrasil, dentre professoras, alunas e colaboradoras.

Isso acontece porque a importância das mulheres, não apenas no processo educacional mas também no desenvolvimento brasileiro, em particular do Paraná, não pode deixar de ser lembrada pela comunidade acadêmica; desde as professoras primárias quando esta era uma das poucas profissões que mulheres podiam desempenhar “fora do lar” e na qual tiveram e têm papel fundamental, até os dias de hoje, em que mulheres são maioria nos corpos discentes e docentes de grande parte das instituições de ensino de todos os níveis e têm ocupado posições de destaque nos setores públicos e privados,  de serviços, empresarial, artísticos entre outros.

Embora em passos muito lentos, caminhamos, graças ao trabalho de muitas pessoas dedicadas, para a inevitável igualdade de direitos de mulheres e homens.

ELISABETE FRANÇA

A indicada pela Escola de Comunicação, Design e Arquitetura é arquiteta formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), é mestre pela Universidade de São Paulo e possui doutorado pela Universidade Mackenzie. Atua como professora da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo.

Elisabete também chegou a iniciar outro mestrado, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), não o concluindo por entendê-lo demasiadamente “sociológico” e preferir trabalhos vinculados à prática profissional.

Esta vocação para atividades com profundo vínculo com a realidade já se manifestava desde seu terceiro ano do curso de arquitetura, quando participou de um concurso do Banco Nacional Habitação relacionado à habitação para baixa renda, dirigido a estudantes, em que conquistou junto com sua equipe o primeiro lugar. Ainda durante o curso, em Curitiba, fez estágios em setores públicos, como o Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC) e Secretaria de Planejamento. Segundo Elisabete, a formação na área pública determinou quase toda sua vida profissional

Em 1983 começou a trabalhar na Secretaria de Planejamento do município de São Paulo, onde teve a oportunidade de participar da elaboração de vários planos diretores, e concluir que em geral esses trabalhos são muito generalistas e de pouca influência no território das cidades, o que influenciou  na escolha de sua dissertação  de mestrado: “A cidade de São Paulo e o desenho dos seus espaços em planos e projetos”, onde mostra, através de um estudo comparativo, que os planos pouco contribuem para o desenho das cidades.

Em 1993 mudou para a Secretaria de Habitação onde coordenou o Programa de Saneamento Ambiental e Recuperação Urbana da Bacia do Guarapiranga, desenvolvido conjuntamente com o Governo do Estado e com aportes financeiros do Banco Mundial. Considera essa uma experiência única em sua vida profissional, pois a experiência possibilitou desenvolver ações inéditas como as urbanizações de favelas e construção de conjuntos habitacionais, sempre com foco na boa arquitetura e no bom urbanismo. Envolveram dezenas de arquitetos nesse trabalho, contratados para desenvolver projetos para os assentamentos precários da região.

Trabalhou como consultora em programas de desenvolvimento urbano e habitacional, financiados por organismos internacionais (WB, BID e UN-Habitat), em vários países (México, Bolívia, Honduras, El Salvador, Uruguai, Argentina, Paraguai e Timor Leste).

Fruto da experiência com programas dirigidos à população de baixa renda, foi convidada em 2002, para ser a curadora (juntamente com Glória Bayeux) do Pavilhão Brasileiro, na 8ª Bienal de Arquitetura de Veneza.

Nos anos 2005-2012 voltou para a Secretaria de Habitação como superintendente de habitação e depois acumulou como secretária adjunta, quando coordenou as atividades relacionadas ao Plano Municipal de Habitação e programas habitacionais como a urbanização de favelas, regularização fundiária, retrofit (atualização de equipamentos, urbanos no caso) em cortiços, entre outros.Finalizado esse período, retomou suas atividades docentes na FAAP e no curso de especialização PECE-USP Cidades e, em 2015 assumiu a diretoria de planejamento da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Estado de São Paulo.

Texto: Wanda Camargo.

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