Homenageada da Escola de Direito: Ana Carla Harmatiuk Matos

direitoNo UniBrasil Centro Universitário já se tornou tradição celebrar o Mês da Mulher, comemorado em março. Todo ano a Instituição realiza o projeto Mulheres Paranaenses, com o objetivo de homenagear mulheres destacadas por suas atividades em vários setores. Em 2017 o evento ocorrerá no dia 15 de março, às 19 horas no Auditório Cordeiro Clève.

Cada Escola indica uma homenageada externa à instituição, dentro de sua área de conhecimento. A comunidade interna também indica mulheres pertencentes ao UniBrasil, dentre professoras, alunas e funcionárias.  

Isso acontece porque a importância das mulheres, não apenas no processo educacional, como também no desenvolvimento brasileiro, em particular do Paraná, não pode deixar de ser lembrada pela comunidade acadêmica; desde as professoras primárias quando esta era ainda uma das poucas profissões que mulheres podiam desempenhar “fora do lar” e na qual tiveram e têm papel fundamental, até os dias de hoje, em que mulheres são maioria nos corpos discentes e docentes de grande parte das instituições de ensino de todos os níveis e têm ocupado posições de destaque nos setores públicos e privados,  de serviços, empresarial, artísticos e outros.

Embora em passos muito lentos, caminhamos, graças ao trabalho de muitas pessoas dedicadas, para a inevitável igualdade de direitos de mulheres e homens.

ANA CARLA HARMATIUK MATOS

A indicada da Escola de Direito possui mestrado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestrado em Derecho Humano pela Universidad Internacional de Andalucía, é Tuttora Diritto na Universitá di Pisa – Itália, e doutora pela UFPR, onde atualmente é professora na graduação, mestrado e doutorado em Direito, e vice coordenadora do Programa de pós-graduação em Direito.

Ana Carla é professora de Direito Civil e de Direitos Humanos, advogada com ênfase em Direito das Famílias e Sucessões, diretora da Região Sul do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Cível (IBDCivil), além de consagrada autora de livros e artigos acadêmicos.

Ana Carla passou a infância e adolescência em Cascavel e Toledo, no oeste do Paraná. Ao vir estudar em Curitiba ficou em dúvida entre os cursos de Direito e de Psicologia, escolhendo Direito; no primeiro ano enfrentou um processo de reflexão existencial, que somada à necessária adaptação a viver fora da casa dos pais, contribuiu de modo positivo para seu amadurecimento. A superação de dificuldades deu-lhe impulso para concluir a faculdade, fazer uma especialização, dois mestrados e um doutorado; entende que todas às vezes que inovou seus espaços de atuação, seus horizontes se alargaram.

Costuma dedicar-se pelas manhãs às atividades acadêmicas e a tarde à advocacia, ainda que com muita flexibilidade em razão dos desafios do cotidiano, e percebe desde sempre que ainda há muito a se melhorar para uma isonomia de gênero nas situações laborais das quais faz parte, direta ou indiretamente; havendo claras distinções de tratamento em igual dignidade, de quantidade equilibrada de participação feminina, de cargos de chefia, de condições de formação de identidades, entre outras coisas.

Procura ajustar sua rotina profissional e pessoal àquilo que lhe parece mais essencial, sua família entende-se como uma equipe fortemente focada no cuidado do grupo, mesmo quando alguém está ausente ou em condições não perfeitas. Adora dançar, caminhar, passear em lugares onde a natureza se destaca, e ler. Também aprecia artes visuais, música e cultura de rua. Gosta de vivenciar experiências onde a diversidade humana (etária, racial, cultural, econômico-social, etc.) convivem. Para ela são momentos únicos. Nas viagens profissionais sempre procura acrescentar algo desta “riqueza” humana. Não se considera habilidosa para esportes (embora recentemente tenha passado a curtir o stand up paddle), mas habitualmente faz exercícios (yoga, pedalada, academia, etc.).

Aos alunos universitários, em especial as mulheres, ela acrescenta: “a formação universitária é parte muito relevante de quem somos. Conhecimentos e práticas devem fortalecer as mulheres para uma vida pessoal e profissional de altos valores”.

Texto: Wanda Camargo

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