O Projeto Ampliar, desenvolvido pelo UniBrasil Centro Universitário, encerrou o primeiro semestre de 2026 após atender 95 pessoas com deficiência por meio da natação adaptada, reforçando seu compromisso com a inclusão e a qualidade de vida.
Coordenado pela professora Eliana Patrícia Pereira, a iniciativa atende pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual, visual, síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 1, oferecendo acompanhamento especializado e um ambiente acolhedor para o desenvolvimento físico, emocional e social dos participantes.
Segundo Eliana, o Projeto Ampliar vai muito além da prática esportiva. A proposta prepara acadêmicos para atuarem com pessoas com deficiência de forma técnica e humanizada, aproximando-os da realidade profissional e fortalecendo uma formação baseada na prática, na empatia e no cuidado.
Além disso, para ela, cada encerramento de semestre representa um momento de emoção e reflexão sobre toda a trajetória construída ao longo dos anos.
“Eu me seguro para não chorar sempre. Toda vez que se encerra o projeto, passa um filme das lutas e das dificuldades para estarmos aqui. Mas também vejo o quanto foi importante acreditar nesse projeto e no desenvolvimento de cada aluno. Sem dúvida, é uma das coisas mais importantes que aconteceram na minha carreira e na minha vida enquanto professora”, destaca.
Os resultados aparecem em diferentes histórias acompanhadas pela equipe. Um exemplo é o de Nicolas Ferreira, aluno do programa desde 2017 e competidor na modalidade de natação. Sua mãe, Raquel Ferreira, relata as mudanças significativas vividas pelo filho desde que passou a integrar o Ampliar.
“É muito gratificante. Como ele não sabe ler nem escrever, ter outras atividades sempre foi muito difícil. O projeto preenche a vida dele e a minha também”, conta.
Raquel relembra que, antes da natação, Nicolas era bastante introvertido e enfrentava quadros de depressão. Com o apoio da ação, sua realidade começou a mudar.
“Ele era um menino muito introvertido e tomava medicação para depressão. Quando entrou na natação, isso foi libertador. Fez amigos, criou vínculo com a professora e com todos aqui. Hoje é outra vida”, afirma emocionada.
Como participar
Segundo a professora Eliana, podem participar do Projeto Ampliar pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual, visual, síndrome de Down ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 1. Durante as atividades, os participantes são estimulados não apenas no desenvolvimento esportivo, mas também em aspectos como coordenação motora, socialização, autonomia e confiança.
“Eu mostro o cenário real para os alunos. Falamos sobre as deficiências, características físicas e também sobre a parte técnica: como tirar da água, colocar na água e como abordar cada aluno. Mas trabalho muito a importância de trazer para a aula as realidades de cada um”, explica Eliana.
Matrículas para o próximo semestre
As matrículas para o segundo semestre de 2026 serão abertas na primeira semana de agosto. Todos os alunos já participantes deverão apresentar atestado médico atualizado para renovação da matrícula.
Já na segunda semana de agosto, serão disponibilizadas vagas para novos participantes.
Com mais um semestre concluído, o Projeto Ampliar reafirma seu compromisso de promover inclusão por meio do esporte, aliando desenvolvimento humano, formação acadêmica e responsabilidade social em benefício dos participantes e de suas famílias.


