Estudantes de diferentes períodos vivenciam, no projeto, experiências que ampliam os aprendizados desenvolvidos em sala de aula
O Projeto Ampliar, do curso de Educação Física do UniBrasil Centro Universitário, oferece atividades de natação adaptada para pessoas com deficiência, promovendo a prática esportiva e o desenvolvimento de diferentes habilidades na água. Além de contribuir para os participantes, o projeto também se tornou um espaço de aprendizado para acadêmicos que atuam como voluntários e têm, na prática, a oportunidade de vivenciar situações que complementam a formação desenvolvida em sala de aula.
Entre os voluntários está Laura Cuduh, estudante do 2º período, que começou a participar do projeto neste ano. Interessada por natação e pelo cuidado com as pessoas, ela decidiu se voluntariar por iniciativa própria. “Eu sempre gostei de natação e sempre gostei de cuidar dos outros. Então, eu pensei: por que não começar aqui?”, conta.
Para Laura, uma das principais experiências proporcionadas pelo Ampliar é aprender a respeitar as particularidades de cada participante. “Cada um tem seu jeitinho. Estou aprendendo a cuidar e lidar com determinadas pessoas, porque é totalmente diferente. Cada um tem seu estilo e seu jeito”, explica. A estudante também começou a contribuir com a divulgação do projeto nas redes sociais, aproximando a experiência acadêmica de outra área de interesse. “Eu sempre gostei de mexer com vídeo. Faço vídeos pessoais e agora comecei a movimentar o Instagram do Ampliar”, relata.
Também no início da graduação, Lilian Marques Dias, do 1º período, participa do projeto há cerca de um mês. Ela conheceu a oportunidade por meio da professora e coordenadora do curso de Educação Física, Taís Pastre, que apresentou aos estudantes as possibilidades de atuação voluntária. Mesmo com pouco tempo de participação, Lilian já identifica diferenças entre o conhecimento teórico e a experiência prática.
“Na teoria é muito mais diferente da prática quando a gente vivencia, a forma de trabalhar é diferente”, afirma. Segundo ela, a convivência também exige atenção às características de cada participante. “Você trabalha de formas diferentes com eles. Eles têm deficiências diferentes, então são formas diferentes de trabalhar para conseguir ajudar e ensinar o movimento.”
A experiência de acompanhar os participantes dentro e fora da piscina também permite que Lilian conheça melhor cada pessoa e suas necessidades. “Em pouco tempo, já consegui decorar os nomes deles, como cada um está, e as formas de trabalhar”, conta.
Para João Filipe Fracaro, que participa do projeto há aproximadamente um ano, já iniciou como voluntário no segundo semestre de 2025, o Ampliar também representa um espaço de desenvolvimento da comunicação profissional. Ele destaca que, na graduação, os estudantes aprendem metodologias e conteúdos teóricos, mas é na prática que percebem os desafios de aplicá-los.
“Às vezes, o difícil mesmo é lidar com as pessoas. Cada pessoa age de uma maneira e cada deficiência faz com que se comporte de uma maneira diferente”, explica. Ao longo da participação no projeto, João passou a compreender melhor a importância de adaptar a comunicação. “Você tem que falar de diferentes maneiras para atingir diferentes pessoas”, afirma.
O estudante conta que chegou ao projeto em busca de um desafio dentro da formação. No início, tinha receio de fazer algo errado durante as atividades, mas a convivência e a orientação da equipe contribuíram para que desenvolvesse mais segurança.
A experiência de colocar em prática os conteúdos aprendidos na graduação também é destacada por Neilson Valério da Silva, estudante do 6º período de Educação Física. Ele conheceu o Ampliar durante o estágio obrigatório na área de adaptados, no semestre passado, e decidiu continuar no projeto como voluntário.
“Você põe em evidência muita coisa que aprende na teoria em sala de aula. Aqui, você vai aplicar aquilo e aprender a lidar com aquele público, com a necessidade que ela tem”, explica.
Para Neilson, a convivência permite compreender que cada participante possui necessidades específicas e que o trabalho precisa considerar essas particularidades. A experiência também ampliou seu interesse pela natação adaptada. O estudante destaca ainda a evolução que acompanha durante as atividades, desde participantes que inicialmente tinham receio de entrar na água até aqueles que passaram a desenvolver novos movimentos e técnicas de natação.
“Você vê a evolução, cada uma no seu limite e na sua extensão. Alguns que tinham totalmente medo da água aprendem a entrar, a molhar o rosto, a pegar objetos. Outros, que já são mais soltos, aprendem a mergulhar e a nadar. Essa evolução é o que mais gratifica”, afirma.
Com estudantes de diferentes períodos e trajetórias dentro do projeto, o Ampliar se torna também um espaço de aprendizagem prática ao longo da graduação. A participação permite que os acadêmicos desenvolvam habilidades relacionadas à comunicação, adaptação das atividades, observação e relacionamento com diferentes públicos.
Ao mesmo tempo, a presença dos voluntários contribui para o acompanhamento dos participantes durante as atividades e para a rotina do projeto. Para os estudantes, a experiência representa uma oportunidade de transformar conteúdos aprendidos na graduação em vivências concretas e ampliar a compreensão sobre a atuação profissional em Educação Física.

