Professor do UniBrasil recebe Prêmio UFPR de Excelência Acadêmica 2025 por tese de Doutorado

Reconhecimento destaca pesquisa sobre diversidade nas vivências em organizações e reforça a importância da produção científica aliada ao ensino 

 

O professor Pablo Henrique Paschoal Capucho, da Escola de Humanas e Ciências Sociais Aplicadas, do UniBrasil, recebeu o Prêmio UFPR de Excelência Acadêmica 2025 pelo trabalho desenvolvido durante seu Doutorado. A premiação reconhece pesquisas de destaque realizadas na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e representa, para o docente, o reconhecimento de uma trajetória acadêmica dedicada à pesquisa e ao ensino. 

Atuante especialmente nos cursos da área de negócios, como Administração, Ciências Contábeis e Publicidade e Propaganda, Pablo conta que recebeu a notícia com surpresa. “A melhor palavra para se referir ao sentimento da notícia foi surpresa. Concorri com trabalhos incríveis de amigos próximos do Doutorado pelo prêmio no meu programa. Obter ele é um reconhecimento e validação do percurso e da trajetória acadêmica pessoal, que se preocupa com a qualidade da pesquisa e do ensino”, afirma. 

Pesquisa sobre diversidade nas organizações 

A tese desenvolvida pelo docente aborda a diversidade nas vivências em organizações, a partir de um olhar atento às experiências individuais e às diferentes formas pelas quais as pessoas vivenciam e rememoram suas trajetórias nesses espaços. 

Para Pablo, compreender essas diferenças contribui para uma atuação mais sensível tanto nas organizações quanto na sala de aula. “Um olhar cuidadoso e sensível para as vivências e rememorações de indivíduos únicos nas organizações permite que olhemos aquilo que os diferencia e aquilo que os colocam em situações semelhantes”, explica. 

O percurso até o Doutorado foi marcado por desafios intelectuais e emocionais. Segundo o professor, a pesquisa exigiu um diálogo constante com diferentes áreas do conhecimento, como filosofia, sociologia e antropologia, para ampliar a compreensão dos fenômenos relacionados à Administração. 

“A pós-graduação stricto sensu é desafiadora em nível intelectual e emocional. Muitas vezes, eles se sobrepõem. É difícil ir para leituras clássicas, que são a base da ciência administrativa, como textos filosóficos e sociológicos (e até mesmo antropológicos!), para poder retornar ao nosso fenômeno e olhar para a gestão e conseguir compreender suas peculiaridades e sua complexidade”, relata. 

Para o docente, a paixão pela pesquisa foi essencial para enfrentar essas dificuldades. A tese também se distancia da ideia de oferecer modelos prontos para a gestão. Pablo defende que as particularidades de cada organização precisam ser consideradas, especialmente quando o assunto é diversidade. 

“Minha pesquisa não contribui com proposições ‘receita de bolo’, até porque desacredito nelas em nível pessoal para a gestão”, afirma. A partir do estudo sobre memória e rememoração, a pesquisa propõe uma reflexão sobre as diferentes experiências presentes nas organizações e sobre a necessidade de construir espaços que não apenas respeitem as diferenças, mas também valorizem as individualidades de forma ética e justa. 

Para Pablo, a experiência acadêmica está diretamente ligada à sua atuação como professor. Ele considera que pesquisa e ensino são dimensões indissociáveis e que o contato constante com artigos científicos, livros e diferentes perspectivas amplia sua capacidade de dialogar com os estudantes. 

“A pesquisa nos torna professores com uma ampla gama de conhecimento que nos permite dialogar melhor com os alunos na sala de aula”, destaca. 

Essa perspectiva também orienta a preparação de suas aulas, com o objetivo de estimular os estudantes a desenvolverem um olhar mais reflexivo sobre a realidade em que estão inseridos e sobre as consequências de suas ações. 

Ao falar sobre sua trajetória e deixar uma mensagem para estudantes e professores que estão desenvolvendo pesquisas, Pablo é direto: “continuem estudando”. Para ele, a pós-graduação amplia perspectivas e possibilita o contato com diferentes visões de mundo, mesmo para quem não pretende seguir carreira acadêmica. 

“Fazer um mestrado abre sua mente para visões de mundo que a graduação não dá conta. E o doutorado vem para solidificar isso em um período mais longo”, afirma. 

Apaixonado pela pesquisa, o professor espera que esse entusiasmo também alcance os estudantes com quem compartilha conhecimento diariamente. “Espero que consiga transmitir essa paixão para todos com quem esteja em sala de aula para que essa semente crie raízes nas mentes em formação para se manterem sempre curiosos e entusiasmados com aprender algo novo.” 

O reconhecimento recebido pelo professor Pablo Henrique Paschoal Capucho reforça a importância da produção científica e da integração entre pesquisa e ensino, valorizando trajetórias acadêmicas que contribuem para uma formação cada vez mais crítica e reflexiva.

 

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