2020: um ano perdido ou um ano investido em qualificação?

O impacto da pandemia do novo coronavírus fez muitos especialistas classificarem 2020 como um “ano perdido” do ponto de vista econômico e até mesmo social. Ao mesmo tempo que o distanciamento social provocou uma paralisação obrigatória em grande parte dos setores, muita gente aproveitou o período de permanência domiciliar obrigatória para se qualificar. Lives, cursos virtuais e webinars foram algumas das modalidades de difusão do conhecimento que ganharam força este ano.

A pesquisa “O Legado da Quarentena para o Consumo”, realizada pelo Banco BTG Pactual em parceria com a Decode, apontou sete setores em alta no período. A educação foi um deles graças ao aumento no volume de buscas por cursos online, que apresentou um crescimento de 63% em relação à média de períodos anteriores. Além disso, plataformas de e-learning ganharam mais força na pandemia.

Quarentena não é férias

A mentora de carreira e desenvolvimento pessoal Paula Boarin classifica o período de pandemia como um novo ciclo na História da humanidade. Segundo ela, é um momento que está trazendo inúmeros aprendizados tanto para as empresas como para os profissionais, que estão tendo que se adequar rapidamente a esse novo tempo. “Quem está encarando essa fase como férias vai levar um grande susto”, observa.

Paula destaca que além de o processo de transformação digital ter se tornado uma realidade nas empresas, boa parte dos profissionais percebeu a necessidade de se reinventar, de estar presente no mundo digital e de ampliar seus conhecimentos.

O professor Martin Morães, coordenador dos cursos de Engenharia de Software e Sistemas de Informação do UniBrasil, salienta ainda que as novas formas de trabalhar e de produzir conteúdo durante a quarentena estão sendo um propulsor para muitos profissionais. “Muitos tinham medo de gravar vídeos, fazer lives e usar outras plataformas tecnológicas. Com o isolamento social, não houve escolha, as pessoas precisaram se lançar nesse mundo. Isso nos fez avançar décadas”, observa.

Morães ressalta, no entanto, o desafio que esse processo de transformação digital impôs à sociedade em geral, uma vez é grande o número de pessoas que ainda vive em um mundo analógico devido à falta de acesso aos recursos tecnológicos.

Na tentativa de minimizar essa desigualdade digital, o professor cita iniciativas do UniBrasil para promover o acesso e a qualificação e que está disponível inclusive para aqueles que estão distantes das instituições de ensino. “Um dos papeis da universidade é estar próxima das comunidades. Por isso, uma das alternativas que encontramos foi realizar atividades que permitissem essa qualificação de forma gratuita e acessível a todos que tenham interesse”, comenta.

canal do YouTube da instituição se tornou uma plataforma de educação remota. Já foram realizados mais de 40 encontros online abertos ao público em geral e trazendo à pauta assuntos da atualidade e com profissionais renomados. “São conteúdos que podem ser acessados do celular, acessório que já faz parte da realidade de grande parte da população brasileira”, analisa.

Para a publicitária Debora Venturi Nabhan a quarentena está sendo um momento bastante produtivo. Além de investir o tempo em lives e em cursos de empreendedorismo, inovação, gestão e inteligência emocional, ela vem aproveitando o período para se dedicar ainda mais às ações sociais que já realizava antes da pandemia. “O aprendizado contínuo é muito importante, ainda mais numa época de crise e em que os trabalhadores estão com medo de perder seus empregos”, enfatiza.

 

Por Danielle Blaskievicz, especial para Tribuna do Paraná

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