O UniBrasil realizou, nesta segunda-feira (02), mais uma edição do Fórum PROEX, evento que reúne projetos de extensão universitária desenvolvidos ao longo do semestre pelos estudantes de graduação. A iniciativa apresentou mais de 30 banners com ações voltadas à comunidade, envolvendo áreas como saúde, educação, tecnologia, cidadania e bem-estar animal, reforçando a integração entre teoria e prática na formação acadêmica.
Segundo a coordenadora do PROEX, professora Adriana Christoff, a extensão universitária fortalece a relação entre universidade e sociedade por meio da troca de conhecimentos.
“Os alunos estão aqui apresentando o resultado dos seus trabalhos, contando para a gente como a ação que eles executaram na comunidade transformou essa comunidade e o que eles aprenderam. A extensão é uma mão de duas vias. O nosso aluno vai a campo, ele modifica a comunidade, leva uma ação positiva, mas também precisa ganhar conhecimento com essa experiência.”
O Programa de Extensão Universitária Curricularizado (PROEX) é uma disciplina obrigatória para todos os cursos de graduação, presenciais e EAD, conforme as diretrizes do Ministério da Educação (MEC). Os projetos são planejados, executados e acompanhados pelos estudantes sob orientação docente, sempre com foco em demandas reais da comunidade.
Mais do que uma exposição de trabalhos, o Fórum PROEX se consolida como um espaço de troca de experiências entre universidade e sociedade, evidenciando o impacto social das ações desenvolvidas pelos estudantes e sua contribuição para a formação profissional e humana.
Extensão universitária na prática
Saúde bucal inclusiva para crianças com TEA e Síndrome de Down
Um dos projetos apresentados foi “Estratégias de Educação em Saúde Voltadas para Crianças com TEA e Síndrome de Down”, desenvolvido pelas acadêmicas Eduarda Gabrieli Pereira da Paz e Letícia Machado, do 5º período de Odontologia.
A ação foi realizada em uma escola de educação especial e utilizou metodologias lúdicas para ensinar práticas de higiene bucal adaptadas às necessidades das crianças, incluindo jogos educativos, macromodelos odontológicos, demonstrações com bichinhos de pelúcia e atividades práticas.
Segundo Eduarda, o objetivo foi tornar o aprendizado mais acessível e respeitoso às particularidades do público atendido.
“Nós fomos para uma escola onde possuíam crianças com Transtorno do Espectro Autista e Síndrome de Down. Tentamos passar como ter uma melhor saúde bucal dentro das suas necessidades e limitações. Utilizamos jogos, atividades e demonstrações para que eles aprendessem do jeitinho deles.”
Farmácia promove conscientização sobre drogas entre adolescentes
Outro destaque foi o projeto “Vamos Falar de Drogas?”, desenvolvido pelas acadêmicas Ana Luísa Ferreira, Milena Páquer de Souza e Maria Vitória Linhares, do 6º período de Farmácia.
A iniciativa foi realizada com estudantes do 9º ano do Colégio Acesso e partiu das próprias dúvidas dos adolescentes. Em uma primeira etapa, os alunos registraram perguntas anônimas, que serviram de base para a construção de uma intervenção educativa na segunda visita.
“A gente quis responder às dúvidas deles de forma acessível. Explicamos os tipos de drogas, os efeitos no organismo, os riscos da dependência e os impactos para a sociedade”, explicou Ana Luísa Ferreira.
Para Maria Vitória Linhares, a experiência também ampliou o aprendizado das próprias acadêmicas.
“Foi muito interessante conhecer as dúvidas deles. Além de ensinar, nós também aprendemos bastante sobre os questionamentos e as percepções que eles tinham sobre o tema.”
Bem-estar animal e trabalho interdisciplinar
A integração entre cursos também esteve presente no Fórum por meio de um projeto voltado ao cuidado de animais em situação de vulnerabilidade.
Participaram da iniciativa os acadêmicos Ana Luisa, Jéssica Rangel, Kaique Henrique, Giovanna Becker, Mayara da Silva e Juliana Martins, do 1º período de Medicina Veterinária, em parceria com estudantes de Engenharia Civil.
O projeto envolveu a construção de casinhas e caminhas para cães acolhidos por protetoras independentes, além de ações de socialização, adestramento básico, vacinação e microchipagem.
“A gente trabalha com a comunicação humano-animal e com a readaptação desses cães que passaram muito tempo em situação de vulnerabilidade. Também ensinamos comandos básicos para facilitar a convivência com futuros responsáveis.”
Os estudantes destacaram ainda o aprendizado em equipe, ética e responsabilidade profissional ao longo da experiência.
Avaliação destaca impacto social e formação acadêmica
A professora Rayana Maciel, do curso de Biomedicina, acompanhou as apresentações como avaliadora e destacou a relevância dos projetos para a comunidade e para a formação dos estudantes.
“Os trabalhos estão todos muito interessantes e de grande relevância para a comunidade, tanto interna quanto externa. O impacto na formação do aluno é muito importante, porque eles conseguem enxergar as necessidades de cada área e atender essas demandas na prática.”
Extensão que transforma
Ao reunir projetos de diferentes áreas do conhecimento, o Fórum PROEX 2026 reforça o compromisso do UniBrasil com uma formação acadêmica conectada à realidade social.
Mais do que apresentar resultados, o evento evidencia o protagonismo estudantil e mostra como a extensão universitária transforma experiências acadêmicas em impacto real dentro e fora da universidade.








