Atletas do projeto Ampliar do UniBrasil conquistam bolsa Geração Olímpica

Cinco atletas do Ampliar, projeto de natação adaptada do UniBrasil, foram selecionados para receber bolsas de incentivo para que possam continuar com os seus treinamentos. Quatro deles, conquistaram bolsa no Programa Geração Olímpica, o que os categoriza como atletas de elite e os possibilita estar mais próximo de chegar ao maior evento esportivo do mundo, a Olimpíada.
Há 10 anos o programa de iniciativa do Governo do Estado do Paraná oferece bolsas em forma de apoio financeiro para auxiliar os esportistas no desenvolvimento de suas carreiras. Nesses anos de Programa, mais de dez mil atletas e técnicos tiveram a oportunidade de receber bolsas, entre eles o tri-medalhista olímpico do vôlei de praia, Emanuel Rego, a campeã do Circuito Mundial de Vôlei de Praia em 2018, Ágatha Bednarczuk, e Marcelo Santos, ouro no Parapan-americano da bocha paraolímpica em 2015.
Para a professora e responsável pelo projeto, Eliana Patrícia Pereira, assim como para todo o UniBrasil, a conquista é motivo de muita alegria. “É muito significativo para a instituição e para o curso de Educação Física. Além disso, quando eu vejo o meu atleta com deficiência, o quanto aumentou a autoestima, a autonomia, o acreditar em um futuro melhor e o quanto ele começa fazer parte de uma sociedade é muito gratificante. Isso que é importante pra mim”, declarou.
O atleta Arthur Miguel Ferreira, 15 anos, é um dos nadadores que foi contemplado com a bolsa de incentivo. Ele tem nanismo e participa do projeto há sete anos. Foi através do Projeto Ampliar, nas competições, que ele se encontrou. “O que eu mais gosto é da pressão. Quando estou lá no box e pulo na piscina, é uma coisa inexplicável”, contou.

Atletas selecionados

Henrique Furquim – 13 anos

 

Síndrome de Down
Participa do Projeto Ampliar há 7 anos, é aluno da escola parceira Primavera. Conquistou a bolsa do Geração Olímpica após conquistar o 1º lugar nos 50 metros livre e 50 metros costas nos Jogos Escolares Nacionais de 2019.

 

 

 

 

 

Arthur Miguel dos Santos Ferreira – 15 anos

 

Acondroplasia e Hipocondroplasia (nanismo)
Categoria Olímpica S6
Está no projeto há 07 anos. Conquistou a bolsa por participar dos Jogos Escolares Estadual e Nacional, representando a cidade de Curitiba. Também está se preparando para participar do Circuito Loterias Caixa.

 

 

 

 

 

Igor Felipe Domingues Masena – 17 anos

 

Deficiência física. Paralisia Cerebral
Classificação no paraolímpico S9, conquistou primeiro lugar no Estadual Escolares para a sua Categoria.

 

 

 

 

 

 

Cláudio Augusto Geanizini – 17 anos

 

TRASNTORNO AUTISTA (TEA)
Bolsa da lei de incentivo ao esporte da SMEL

 

 

 

 

 

 

 

Gabriela Fabris da Silva – 25anos

 

 

Deficiência Intelectual
Bolsa da lei de incentivo ao esporte

 

 

 

 

 

Sobre o Projeto Ampliar
O projeto Ampliar foi idealizado pela professora Eliana Patrícia Pereira, do curso de Educação Física. A docente já tocava a atividade de forma externa, e por meio do UniBrasil, em 2012, ele se tornou trabalho de pesquisa e extensão, aumentando o número de atendimentos sociais e dando oportunidade para uma educação acadêmica mais humana.
No início, o projeto atendia cerca de 10 alunos, com apenas uma turma de natação. Hoje são 130 crianças e adolescentes com deficiências física, sensorial e intelectual, isoladas ou em combinação, divididos em 5 horários de aula e treinamento.
Segundo a professora, o projeto é seu legado. Algo que vai deixar para as futuras gerações e que já vem mudando muitas vidas. “No Ampliar, eu vejo a transformação, eu vejo a possibilidade de uma educação humana. Para o acadêmico, é um trabalho técnico e humano. E para o atleta, minha gratidão é pela qualidade de vida e pelas oportunidades que eles têm através do esporte.”

Ampliar durante a pandemia – ações que fazem a diferença
O projeto vai além de aulas de natação para jovens e crianças com deficiência. Ele também atende grupos de mães e oferece a oportunidade ao acadêmico de se desenvolver frente ao movimento inclusivo.
Durante a pandemia, o trabalho não parou. Desde o início foram realizados encontros virtuais de pequenos grupos via aplicativos de reuniões. No último semestre, através da disciplina de Estágio em Atividades Físicas Adaptadas, os acadêmicos do curso de Educação Física do quinto período passaram a acompanhar os atletas com treinamentos online e as crianças com atividade recreativa.
Para o acadêmico Arion Nei Silva Neto a experiência com a educação física adaptada tem agregado muito na sua formação. “Acredito que nessa vivência da prática, mesmo no modo online, você acaba ensinando e aprendendo. E com certeza é uma satisfação poder estar proporcionando atividade física a esse público”, finalizou o estudante.
Ivete Gomes, mãe do Tiago Gomes, 15 anos, aluno do projeto que tem Síndrome de Down, diz que o Ampliar foi muito importante para a saúde e para o desenvolvimento cognitivo e social do menino. Mesmo de forma online, o projeto continua ajudando Tiago. “Ele se adaptou e se adequou também. Foi bem interessante que ele não perdeu esse contato que já tinha. Mesmo que não seja de forma aquática, os encontros dão aquela provocação que faz parte, para eles poderem se desenvolver”, concluiu a mãe.
O projeto é um orgulho para toda a comunidade acadêmica. A professora Eliana se sente grata por todos que ajudam de alguma forma nas atividades. “O UniBrasil me deu esse acolhimento, que faz com que o projeto fique grande, não em número, mas em humanidade. O projeto continua porque tem essa humanidade”, finalizou.

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