Mulheres Paranaenses 2020 – Maria Celestina Bonzanini Grazziotin

O UniBrasil Centro Universitário tem vários compromissos firmes: com a qualidade de ensino, com a ética acadêmica e profissional, com a liberdade de pensamento e de expressão; e um desses compromissos manifesta-se de modo mais incisivo durante todos os meses de março, o respeito às questões de gênero e à igualdade de oportunidades para todas as pessoas.

É em março, o Mês da Mulher, que o UniBrasil salienta seu reconhecimento às mulheres que, com trabalho, talento, competência, dedicação, têm papel relevante e indispensável no estado do Paraná, em seus melhores valores e aspirações.

O Projeto Mulheres Paranaenses já é tradição, realiza-se há dez anos, sempre nesse sentido de homenagem e reconhecimento; em 2020 será no dia 12 de março, às 19 horas no Auditório Cordeiro Clève.

O tema do evento deste ano é “Mulheres e Cuidados com a Infância”, pertinente para os tempos atuais que têm sido marcados pelas mudanças das concepções acerca da família, da infância e dos cuidados necessários às crianças mais novas, em que novas políticas e programas são adotados, deslocando a mera função socializadora do ambiente doméstico para uma esfera social mais abrangente, e os serviços destinados à infância partem do pressuposto de que as crianças sejam reconhecidas como atores sociais de pleno direito, ainda que dependentes.

Mulheres são maioria no voluntariado, e nos cuidados com a infância, homenageá-las é um pequeno reconhecimento desta importante atividade para o desenvolvimento humano.

A área de Saúde vai homenagear Maria Celestina Bonzanini Grazziotin, que é Enfermeira, Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente, e cuja história de vida se confunde com a História da Enfermagem no Paraná. Com 37 anos de serviços relevantes, 36 deles no Hospital de Clínicas da UFPR, Maria Celestina se especializou em aleitamento materno e Banco de Leite Humano – BLH. Na enfermagem, apaixonou-se pelo trabalho com saúde da mulher e da criança.

Avaliou profundamente o funcionamento do BLH e fez importantes propostas de melhorias, uma delas para coordenação e otimização da equipe de enfermagem quanto ao tipo de atendimento que poderia ser oferecido. Um dos problemas levantados foi o fato de que muitas crianças prematuras, após internação na unidade de Neonatologia, retornavam com problemas de ganho de peso; a solução proposta à coordenação da maternidade foi que todas as crianças passassem pelo BLH, junto com as mães, após a alta, para acompanhamento numa mamada, observação e orientação às mães sobre prevenção de problemas, cuidados com o recém-nascido sobre higiene, engasgos, soluços, e todo manejo com as mamas e a lactação. Aceita a proposta o BLH passou a fornecer apoio mais integral e efetivo às mães e bebês. Como resultado houve diminuição do retorno das crianças por ganho lento ou perda de peso, e toda a equipe de enfermagem do HC aderiu ao protocolo, com acréscimo de conhecimentos sobre aleitamento materno.

Igualmente, na prática de visitas domiciliares para a coleta do leite humano, ela observou o alto índice de descarte do leite por contaminação ou má conservação. Estabeleceu um check-list com o passo a passo dos cuidados a tomar em todo o processo, medida hoje seguida para a rede BLH e que resultou em queda recorde do descarte de leite humano doado.

O trabalho realizado por Maria Celestina é imenso, extenso e não para, desde palestras em hospitais, unidades de saúde, igrejas e escolas para aumentar as doações de leite, a ensino da prática da mamada de crianças especiais, atualização do BLH nos padrões da ANVISA, capacitação de profissionais de saúde sobre saúde da mulher e da criança e em amamentação.

Orientou a implantação de muitas unidades em todos o Estado, e sempre esteve presente quando seu trabalho foi necessário. Realiza atendimento domiciliar para orientar famílias, dando-lhes mais segurança em um período novo de suas vidas.

Também escreve poesias sobre o que a apaixona: amamentação, saúde da mulher e da criança; e desenha em grafite para divulgação.

E segue sendo professora e enfermeira, o que a orgulha e pelo que somos todos gratos.

 

Texto – Wanda Camargo

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