Neurociência é tema de encerramento da Semana Acadêmica de Pedagogia

A Semana Acadêmica de Pedagogia encerra as atividades com a palestra sobre “O Papel do Pedagogo para além dos espaços escolares”, a partir do diálogo com a consultora em educação Andreia Rabello. À noite, também contou com a temática sobre “Neurociência”, ministrada pelo professor Fernando Scholz, que atuou nos colégios do estado do Paraná.

A atuação do Pedagogo, para além dos espaços escolares, abrange desde a área hospitalar, editoras e empresas, como esclarece a mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Para apresentar o vasto campo da Pedagogia, Andreia Rabello recorreu a duas importantes referências: a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a obra “Espaços não escolares: possibilidades de atuação do/a pedagogo/a”, no qual teve o prazer de ser coautora.

No primeiro material, consta no artigo 2º que o profissional da Pedagogia está apto a se dedicar às seguintes formações:

Para o curso de Pedagogia aplicam-se à formação Inicial, para o exercício da docência, na Educação Infantil, e também nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na modalidade normal, e em cursos de Educação Profissional, na área de serviço e apoio escolar, bem como em outras áreas, nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos. (Trecho retirado da BNCC).   

A pós-graduada em Marketing orientou, também, sobre as novas tendências educacionais, que estão intrinsecamente ligadas aos recursos tecnológicos. Um dos exemplos citados por ela foi o ChatGPT, ferramenta que se faz presente na formação dos jovens. Tendo em mente essa nova realidade, a professora Andreia Rabello disse aos acadêmicos os três pilares fundamentais para uma formação completa do pedagogo, que giram em torno do domínio técnico, didático e tecnológico.

O professor Fernando Scholz, formado em História, acrescentaria um quarto elemento, que na visão dele e da Neurociência, é imprescindível: a Pedagogia Afetiva. Para explicar essa terminologia, o docente recorreu a uma foto de sala de aula, no período que lecionava no colégio do Estado do Paraná.

À época, as situações que seus alunos relataram eram periclitantes, envolvendo uma forte realidade, como as desigualdades sociais, que acabavam refletindo no desempenho escolar daquelas crianças. Scholz, hoje consultor, entendia que os alunos não compareciam no colégio para aprender e ter um futuro, mas, sim, para suprir as principais carências, sejam elas emocionais e psicológicas, sejam elas financeiras e sociais.

O Fernando Scholz, no decorrer da palestra, relembrou que o profissional precisa ter didática, metodologia, mas principalmente gerar emoção ao lecionar. Por isso, se debruçou a estudar Neurociência para entender o funcionamento dos neurotransmissores, em regiões do Sistema Límbico, responsável pelo comportamento emocional dos indivíduos, e sua relação com o processo de alfabetização.

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Postado em BLOG, COMUNIDADE, ESCOLA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS, ESCOLA DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES, ESPECIALIZAÇÃO, GRADUAÇÃO, NOTÍCIAS, NOTÍCIAS EM DESTAQUE, PEDAGOGIA, PRODUÇÃO CÍENTIFICA, UniBrasil.

UniBrasil Centro Universitário

Ver post porUniBrasil Centro Universitário

Deixe um comentário