Projeto Academia UniBrasil recebe Graziela Schneider

O UniBrasil Centro Universitário, por meio do Projeto Academia UniBrasil, recebeu na última quinta-feira (03), a palestra da feminista, pesquisadora e doutora em Literatura Russa, Graziela Schneider.  A convidada realizou uma exposição sobre o tema de seu mais novo livro: “As revoluções das mulheres russas e soviéticas”, organizado e lançado recentemente. A obra é baseada na manifestação que reuniu, em 1917 na Antiga União Soviética (Rússia), mais de 90 mil mulheres contra Nicolau II.

Realizado nas dependências do auditório Edla Van Steen, o evento contou com a presença de acadêmicos dos cursos da Escola de Educação e Humanidades, além do público externo, que lotou o auditório.

Abertura

A professora e coordenadora do Projeto, Wanda Camargo, desejou boas-vindas a convidada e destacou a relevância do trabalho realizado por ela. “O foco de sua obra são textos escritos por mulheres na Rússia e União Soviética. Não são panfletários ou militantes na maioria, são feministas no sentido de que o real feminismo é a prática à frente do discurso, e nesses textos mais se pratica a liberdade de criar, contestar, criticar do que se fala sobre liberdade”, afirmou.

Na sequência a convidada iniciou a apresentação abordando aspectos históricos da luta das mulheres na antiga União Soviética e fez um paralelo com a situação da mulher na sociedade atual. “O intuito de trazer a palavra dessas mulheres russas é justamente pensar na nossa situação hoje, mais de 100 anos depois, aquelas questões que elas levantaram, infelizmente continuam atuais. Muitas delas aparecem, quando falamos por exemplo, da questão do sufrágio universal sobre o voto, que mesmo apesar das mulheres terem o direito, quando verificamos na prática e na realidade, a mulher ainda continua longe da política,  pois ainda não são votadas”, comparou a Graziela.

A convidada

Graziela Schneider é graduada em letras russo e português pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP).  Trabalhou nas áreas de tradução e interpretação para os escritórios do Fórum Social Mundial e Europeu, colaborou com a Marcha Mundial das Mulheres e foi professora substituta de língua e literatura russa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para suas pesquisas, traduziu do russo oito contos inéditos da coletânea Primavera em Fialta e três capítulos da autobiografia Outras margens, de Vladímir Nabókov. Traduziu diversas autoras e autores russos, entre outros, destacam-se: Minha descoberta da América, de Vladímir Maiakóvski (Martins, 2007) e O cadáver vivo, de Lev Tolstói, em parceria com Elena Vássina (Peixoto Neto, 2007).

Encerramento

Após a exposição, Graziela respondeu perguntas da plateia e em seguida recebeu os presentes para uma sessão de autógrafos e fotos.

 

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