Projeto Linha Preta é lançado em Curitiba

O projeto Linha Preta, desenvolvido pelos alunos do sétimo período do curso de Jornalismo em parceria com o Humaita, Centro de Estudo e Pesquisa da Arte e Cultura Afrobrasileira, foi lançado no domingo, dia 24 de junho, na Casa Romário Martins, no Largo da Ordem.
A nova proposta de roteiro turístico na capital, que apresenta 21 pontos marcados pela história dos afrodescendentes, resulta da assessoria prestada pelos alunos durante a disciplina Laboratório de Assessoria de Imprensa, ministrada pela professora Elaine Javorski no primeiro semestre de 2018.
O objetivo do trabalho é dar visibilidade à contribuição dos negros na construção física e social de Curitiba, comprovando sua existência e colaboração para a construção cultural da capital paranaense.
“A comunidade afrodescendente já participava da vida social e cultural em Curitiba duzentos anos antes da chegada dos imigrantes. Mas as memórias destes personagens não ficaram registradas nas narrativas oficiais do município. Foi preciso garimpar muito nas entrelinhas dos livros diversos para poder embasar algumas histórias que eram conhecidas apenas em narrativas orais”, relata Melissa Reinehr, presidente do Humaita.
Para compreender de forma prática essa presença negra, foi criado um mapa interativo digital focado no centro histórico da cidade, construído a partir dos pontos levantados pelo centro cultural. O design do mapa foi produzido pelos alunos de Design, Gabriel de Jesus e Bruno Spiri. A turma de Jornalismo ficou responsável pelo projeto multimídia que contou com textos, vídeos e fotografias sobre os locais. Além do site que abriga todas essas informações, o perfil dos 21 pontos foi disponibilizado nas redes sociais Facebook e Instagram, adaptando a linguagem para cada plataforma.
Além do projeto em formato digital, também foi produzido um mapa impresso que será distribuído nos principais pontos turísticos da cidade.
Para o aluno Ricardo Alcântara, esse foi um trabalho desafiador. “Com esse projeto tivemos a oportunidade de pesquisar a fundo as origens de Curitiba e de contar histórias esquecidas, deixadas de lado, literalmente. A partir disso, foi possível resgatar as origens da capital paranaense, escondidas pelo Movimento Paranista. A Linha Preta terá, com certeza, uma importância histórica para a cidade, além de acadêmica e científica para nós, estudantes que participamos”, relata.
Você pode conferir a Linha Preta em:
Instagram: instagram.com/linhapreta.curitiba
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